Surgeons are put through rigorous tests just to get in the game. Endure decades of anxiety-provoking acronyms... SAT, MCAT, USMLE, ABSITE. And if pass...
Quem me acompanhou nos últimos dois meses sabe o quão desafiador foi gastar os meus neurônios na rotação da Neurologia. Quase enlouqueci com os novos estudos, aprofundar pesquisas, as cirurgias extremamente delicadas me fazendo querer surtar num misto entre deslumbramento, euforia e um enorme desejo de fazer tudo sair perfeito caso eu estivesse com as pinças naquele órgão tão sensível e imprevisível. Assistir uma craniotomia ou tratar aneurismas se tornou algo... Bem comum, não que eu esteja reclamando! Fico encantada com nosso atendente, chefe da neuro, e assistir ele é um privilégio trabalhar com ele.
Sempre tive fortes dúvidas sobre qual área gostaria de aprofundar minha residência, acreditei fielmente que a Neurologia estaria longe de ser minha escolha; que preferiria o Trauma ou a Ortopedia, que a emoção de lidar com casos críticos seria muito mais "minha praia", no entanto, esse mês de março me cativou bastante para o cérebro e suas complexidades.
Mas não fiz uma escolha ainda e é muito cedo também. Acredito que afirmar com todas as letras o que definiria toda minha carreira agora seria um grande erro. Quero explorar o máximo possível e aprender tudo que eu puder absorver de todas as áreas. E tive uma grande surpresa sobre qual especialidade estarei encarregada para testar meus dons no próximo mês: Cirurgia Plástica. Meu pai irá festejar quando souber e certamente irá questionar o porquê de eu não pedir transferência para Seul para "aprender com o melhor".
Nos poucos dias em que fui dispensada da neuro nos últimos dois meses, minha residente me jogou para a plástica e, supostamente, recebi elogios por parte do atendente—o que é meio raro, convenhamos—então fui solicitada para um período teste na plástica e será minha próxima rotação fixa, mas obviamente atendendo qualquer demanda se não tivermos cirurgias eletivas marcadas.
Como filha um cirurgião plástico de elite, sinto que as expectativas em mim não serão pequenas e, definitivamente, isso me assusta um pouco. Há um pouco de sofrimento por antecipação, tenho descontado isso nas cordas da guitarra e, a música tem sido uma grande aliada.
E por falar em música, uma das minhas bandas favoritas estará no Reino Unido em abril. Se minha agenda permitir, irei acompanhá-la em todas as cidades das redondezas num belo bate e volta. Aquele rock corre em minhas veias e preciso ver ao vivo incansavelmente!